
Semana retrasada vi o filme Comer, Rezar e Amar. Vejam esse filme. Me fez pensar uma porção de coisas. Isto é, pensar e viajar sem beber um vinho ou algumas cervejas que cultive mais a minha imaginação. Pensei em coisas boas e más. Entre as más um fato bem conhecido da incapacidade de um homem ir embora.E a maioria terminam exatamente do mesmo jeito: em farrapos, sem sexo e sem amor, depedendo do caso recusa a admitir a realidade. É ela ou ele quem tem de arrumar as malas e ir embora.
Isso não me causa a menor estranheza. Boa parte dos casamentos que eu conheci terminaram assim. As mulheres dão fim a eles. Os homens empurram com a barriga, se adaptam a níveis crescentes de desconforto, vão ficando. Por anos. Sofrem o apodrecimento diário da intimidade e o amor que acabou, mas não rompem. Isso vale para maridos, namorados e até amantes. Todos esperam que as mulheres ponham fim às relações, saindo da vida deles ou pondo eles para fora da vida delas. São acomodados.
Por que esse comportamento? Eu não sei. Num pedaço bonito do filme, ao escrever um email para o ex-marido, Gilbert sugere que ele teria medo de “ser destruído” pela separação. A linguagem parece exagerada, mas faz sentido. Por que alguém viveria numa lance emocional por tanto tempo se não estivesse inteiramente apavorado com a ideia de ficar só?
A solidão, para algumas pessoas, em algumas situações, pode ser pior que sofrimento. O sujeito não consegue se imaginar fora do casal. Muitas vezes nossa mulher se torna a nossa mãe. Ela cuida do nosso bem estar material, nos dá conforto afetivo, estabelece limites em nosso comportamento. E nos da carinho em forma de sexo. Quando o sentimento erótico e amoroso acaba, continuamos presos pelo resto, dependentes como crianças de tudo que a mulher-mãe representa na nossa vida. Que criança consegue voluntariamente se separar da mãe? É a mãe que tem de fazer uso da sua autoridade e decretar que a relação acabou. Então o homem menino começa a mexer e procurar outra parceira.
Em relação ao filme é o tipo da separação de Gilbert. É melhor escolher um homem que não precise ser cuidado, e não precisa trata-lo como bebê. Nem fique fazendo coisas escrotas para tentar chamar a atenção dele. Quando o instinto marternal sugerir que voce "tome conta" dele chegou a hora de dar um passo para atras.
Como diz o filme de Comer , Rezar, Amar. Lembre que o momento em que você se torna a mãe dele é o mesmo momento em o desejo dele e o seu começam a acabar.
A maioria das vezes a mulher que mais termina a relação, o homem é que começa.